O cuidado que é necessário ao fazer um negócio
- Débora Andrade

- 9 de fev. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 1 de mar. de 2021
Ao iniciar minha jornada empreendedora, eu tive problemas. O meu primeiro problema foi ligado ao não registro da minha marca, que me fez tomar providências para isso. O segundo problema foi em razão de serviços mal prestados. Como falei no post sobre o "primeiro erro para quem quer empreender", eu tenho minha loja (iniciante) de moda executiva. Foi lá que aprendi muito sobre pessoas, gestão e sobre formas de aplicar as normas e princípios que aprendi nas faculdades de Direito e de Relações Internacionais. O problema é que eu não aprendi com base na teoria, mas sim enfrentando problemas graves na prática.
Um problema que me desestabilizou muito, logo no início da jornada empreendedora, foi um serviço mal prestado. Esse serviço era algo que guiaria para todo o processo de confecção da peça. É uma fase chamada molde e piloto. Para quem não conhece muito da área de moda, essa fase seria o momento em que fazemos a modelagem da primeira peça, em papel ou em programa de computador, para depois começarmos a confecção de uma peça em tecido, que vai guiar todas as demais peças. Essa fase envolve investimento em tecidos, zíperes, botões e, mais do que isso, investimento na mão-de-obra que irá fazer o trabalho. O pior é que essa é uma das fases mais caras do processo de confecção. E foi justamente onde tive problemas.
A situação se agravou porque não foi só aí que tive problemas. Depois disso também tive problemas na hora do corte, uma vez que a pessoa responsável por fazê-lo colocou o tecido de forma errada na mesa e me fez perder mais uma soma de dinheiro, que faz diferença no início de um negócio.
Mesmo um pouco desanimada, procurei o próximo passo, que seria a facção, e mais uma vez tive intempéries. Percebi que haviam outros erros, tanto no corte quanto na matriz, o que impediu a produção da quantidade de peças antes imaginada e mesmo algumas que foram produzidas não puderam ser vendidas em razão de problemas na produção.
Depois disso tudo, a verdade é que perdi as esperanças. Por um tempo eu fiquei paralisada, sem saber como reagir. Como uma pessoa muito perfeccionista, eu não soube como vender algumas peças que para mim poderiam estar melhores. Outras peças sequer podem ser vendidas e se tornaram apenas um desperdício de tempo, tecido e dinheiro.
Até hoje não consegui fazer outra produção dessa forma. Na verdade, acabei mudando a forma que pretendo trabalhar, o que não é assunto para hoje. Mas a questão é que tudo isso poderia ter sido evitado. Hoje eu olho para trás e vejo uma simples ação que poderia ter evitado muito sono perdido. A resposta mágica é: redação de CONTRATOS.
Eu pensei em sugerir fazer contratos, mas pessoas que trabalhavam na área sempre me disseram: "Ah, ninguém gosta de assinar contratos na área da moda". Eu simplesmente aceitei isso e fui de cabeça.
A verdade é que não entendo o porquê de nós, brasileiros, sermos tão contrários à redação de contratos. Você deve estar pensando nesse momento: "ela é advogada, por isso está falando isso". Não. Eu falo isso porque eu sou empreendedora e me doeu muito perder dinheiro. Contratos não são os monstros que tantas pessoas dizem. Eles são a forma de antecipar problemas e prever soluções antecipadas para eles. Se eu tivesse feito contratos, tanto eu quanto as outras pessoas estariam resguardados. O contrato protege ambas as partes e permite uma estabilidade maior às relações de negócios. É um passo simples, mas que pode transformar muito os negócios. Na minha visão, transformar para melhor!




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