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A dor da primeira vez

Todas as primeiras vezes da vida doem. Desde as coisas mais simples, como um andar de bicicleta até uma primeira reprovação na escola ou demissão do trabalho dos sonhos. A verdade é que não nos lembramos da maioria das primeiras vezes na vida. Algumas ficam marcadas, como o primeiro beijo, o primeiro “eu te amo”, a primeira viagem para o mar ou para o exterior, mas outras nos esquecemos rapidamente por nossa capacidade intrínseca de criar hábitos.

Por um lado, a criação de hábitos é algo bom, que nos permite fazer certas coisas sem ter que pensar muito, como escovar os dentes e amarrar os cadarços. Por outro lado, criar hábitos nos cauteriza e nos faz esquecer dos sentimentos que emanaram nas primeiras vezes. Ao esquecer da dor da primeira vez, acabamos achando que tudo sempre foi fácil. A verdade é que não. As primeiras vezes são dolorosas.


A primeira vez que caímos de bicicleta, a primeira vez que nosso coração é partido, o primeiro amigo que muda de escola, a primeira vez que pedimos perdão, a primeira vez que não recebemos perdão, a primeira postagem que não tem curtidas, a primeira vez que nos passam para trás nos negócios, a primeira vez que passa pela nossa cabeça que não vamos dar certo… Tudo dói! E dói muito!


Eu vivi algumas primeiras vezes. A última primeira vez que tenho vivido é a de empreender. E é justamente para essas pessoas que estou escrevendo hoje. Hoje é, inclusive, a primeira vez que escrevo com tanto sentimento para empreendedores. Acho que eu nunca tinha aberto tanto o coração para esse meu propósito de ajudar empreendedores, porque eu queria evitar as dores dessa primeira vez. Expor-se pela primeira vez dói.


Mas a realidade é que não temos como fugir das primeiras vezes. Os negócios não irão sempre de vento em popa. Haverá uma primeira vez em que os clientes não vão querer comprar. Haverá uma primeira crítica de um cliente por um produto ou serviço que você entregou perfeitamente, mas não valorizaram. Haverá uma primeira vez em que vão te dar o cano. Haverá uma primeira vez de uma imensidão de coisas que queremos evitar quando começamos a empreender. É inevitável.


Okay, mas qual é o propósito deste texto? Lembrar você que haverá uma primeira vez de um elogio de um cliente. Haverá uma primeira vez de indicação de clientes. Haverá uma primeira venda. Haverá uma primeira grana caindo na conta. Haverá uma primeira viagem para o exterior para participar de uma negociação ou feira de negócios. Haverá uma primeira palestra sua como empreendedor de sucesso. Haverá a primeira vez de tudo o que você idealizar, colocar como meta e trabalhar para alcançar.


No momento da dor da primeira vez achamos que esse é o fim. Mas não é. Temos que lembrar que a primeira vez está sendo dolorosa para nos ajudar a passar pelas próximas dores, que já serão menos sentidas. Assim como acordar cedo deixa de doer tanto quando o fazemos por vários dias seguidos, uma decepção nos negócios deixará de ser tão dolorosa na segunda e terceira vez. O que você precisa fazer, como empreendedor, é não desistir. Se você desistir depois da dor da primeira vez, você nunca terá uma segunda vez e nunca vai crescer além da primeira dor. Se você desistir, só sentirá a dor das primeiras vezes que vêm para nos desanimar. Se insistir, viverá a alegria das primeiras vezes que vêm para nos fazer querer continuar a mudar o mundo!

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